Saúde infantil

Eae gente? Depois de muitos debates, discussões (e até alguns conflitos), finalmente decidimos qual vai ser o tema do nosso trabalho que, provavelmente, irá durar até o fim do ano: a saúde infantil. Nosso foco será voltado principalmente para as crianças (de até 15 anos) que utilizam a rede pública na nossa própria cidade: São Paulo. Por ser a maior metrópole brasileira, é possível considerar que aqui se encontram alguns dos melhores médicos que atuam no Brasil. Mas será que toda a população paulistana consegue ter acesso a estes profissionais? Buscaremos compreender se as crianças têm um atendimento (na área de saúde) de qualidade, conforme todas as pessoas precisam e merecem.

Abaixo você verá o vídeo argumento nós fizemos para explicar melhor como será nosso trabalho relacionado à saúde pública infantil.

-grupo

Amor e Depressão

Romeu e Julieta. Quem nunca ouviu falar da famosa história shakespeariana de dois jovens que, por um amor impossível, tiraram suas vidas? Uma história do século XVI que ecoa e influencia a sociedade até hoje, seja em seu modo tradicional, seja em uma variação inesperada, tal como a famosa morte do cantor da banda punk inglesa Sex Pistols, Sid Vicious; seu bilhete suicida dizia “‘We had a death pact, and I have to keep my half of the bargain. Please bury me next to my baby in my leather jacket, jeans and motorcycle boots. Goodbye.’ Nós tínhamos um pacto de morte e eu tenho que cumprir minha parte do acordo. Por favor me enterre próximo de minha querida de jaqueta de couro, jeans e botas de motoqueiro. Adeus.”

Por que essas tragédias amorosas têm estado presente com tanta força em nossa sociedade desde tempos antigos? Poderia-se relacionar isso com o elevado número de suicídios?

Platão, em seu mito sobre almas gêmeas, diz que os seres humanos eram inicialmente compostos por 4 pernas, 4 braços, 1 enorme cabeça e um par de genitálias. Por serem poderosos demais e ameaçarem o domínio dos deuses no Olimpo, Zeus, o pai dos deuses, separou-os em dois. Essas duas metades nunca poderiam ser felizes e completas até que estivessem reunidas novamente. Essa seria, de acordo com esse mito, a origem das almas gêmeas e do amor. Portanto, Platão considerava que a miséria era o que estava destinado à todas as almas ainda não completas.

Será essa a origem da sensação depressiva que muitos têm de que, sem a pessoa amada, a vida não vale a pena e a morte é a melhor alternativa? Impossível dizer. Não se sabe se foram histórias como essa que condicionaram o ser humano a crer, com tanta fé, que o amor romântico é o necessário para felicidade ou se há, de fato, uma base biológica por trás disso.

Esse amor poderia ser explicado biologicamente pela liberação de endorfinas prazerosas ao encontro de uma pessoa querida. Isso, em conjunto com orgasmo, ápice do prazer sexual, poderia ser visto como uma vantagem evolutiva, pois motiva os seres humanos a terem sexo e, consequentemente, aumenta as chances de reprodução, dado que a perpetuação é o objetivo primordial de todas as espécies.

Uma pessoa com depressão crônica, isto é, uma falta de sensibilidade nos receptores de endorfinas, pode se tornar viciada em alguém com que ela tem uma relação amorosa, pois essa pessoa pode se tornar a única fonte de prazer dela e, sem isso, ela adentraria um cenário de profunda melancolia. Portanto, ela estaria fisicamente condicionada a buscar essa pessoa. Ou seja, esse aspecto biológico condiz, parcialmente, com a tese platônica; a principal diferença está no fato de que, biologicamente, a busca do amor é consequência de uma depressão e não a causa, como afirma Platão.

No entanto, isso está longe de uma explicação satisfatória dessa obsessão com o amor. Caso isso fosse suficiente, os golfinhos, mamíferos que também sentem prazer sexual, teriam uma compreensão desse sentimento similar a humana, o que não é confirmado. Logo, esse argumento poderia ser categorizado como uma influência, mas não como base de uma justificativa a essa questão.

Marie Lemonnier e Aude Lancelin caracterizam, no livro “Os filósofos e o amor”, o gozo como “esse esquecimento de si efêmero na lembrança permanente da incompletude que nos aflige.” Essa seria uma explicação platônica para a existência do orgasmo que contradiz a explicação biológica.

Sendo assim, a única resposta a essas perguntas é que só sabemos que nada sabemos, como diria Sócrates. Há inúmeras teorias e histórias que remetem a essa temática, mas não há nada que explique concretamente a percepção que temos do que nomeamos de amor, muito menos uma razão lógica para a influência que esse sentimento exerce sobre a vontade de viver.

-Flávia Vaz

 

Reflexões de encerramento do grupo – Individual

 

Oi gente,

Então hoje eu vim contar para vocês um pouco da minha experiência individual no projeto Móbile na Metrópole. Bom, para começar, acho que o principal aprendizado que eu tive é que na verdade nós estamos dentro de uma bolha e o que nós sabemos de fora dela é só o que a mídia trás, o que,  na maioria das vezes, nem se aproxima da verdade. O tema saúde sempre me interessou muito, tanto que, o que eu quero para a minha vida é totalmente ligado a ele (a medicina). Acho que fazer esse projeto foi como ter um gostinho do que eu enfrentarei e de como vai ser minha vida daqui para frente. Não posso dizer que o projeto foi o que eu esperava e nem que ele não foi desgastante, mas posso afirmar que ele me fez amar um pouco mais o que eu escolhi para ser para o resto da minha vida. Isso, porque, muito além de me permitir  conhecer qual é a minha futura realidade na cidade de São Paulo, me permitiu ver de perto o que os médicos passam dentro daqueles postos de saúde. Muitas vezes sem recurso nenhum, fazem o que os pacientes precisam,  o que querendo ou não é a nossa realidade. Foi indescritível…

Além disso, só posso resumir esse projeto em aprendizado sobre todos os aspectos. Em relação a mim, já que tive que lidar com as minhas expectativas, que nem sempre foram atendidas. Em relação aos outros, uma vez que tive que aprender a depender muito do grupo, resolver estresses de trabalho, entender o outro, e realmente trabalhar em conjunto. E em relação à própria realidade,  que é o tema maior do projeto, aprendi que, na verdade, se nós não realmente tentarmos conhecer a nossa cidade, nós nunca saberemos a verdade –  principalmente no tema saúde, que envolve tantas questões como governo, dinheiro, médicos, entre outras, e que muitas vezes a mídia não consegue passar de uma maneira neutra e/ou  verdadeira. Tive que realmente aprender a lidar com a noção de que vivemos na chamada era pós verdade.

Enfim, eu poderia falar horas desse projeto mas espero ter conseguido dar uma ideia do que ele significou para mim…

-Isabella Lourenço

Oi galera, minha vez de contar como foi a experiência do MNM. Partindo do início, o projeto me assustava bastante, especialmente porque eu não tinha ideia de quem seria meu grupo, sendo a aluna nova e tudo mais. Depois que isso foi resolvido, a próxima questão era o tema. Admito que o que decidimos não me agradou muito, mas também não tinha outra ideia e deixei por isso mesmo. Refletindo agora, esse é o meu melhor conselho para todos os grupos dos anos que vêm por aí: tenham a mais absoluta confiança de que vocês são capazes de trabalhar com o que escolheram (na medida do possível, claro).

Com isso dito, aprender um pouco mais sobre a situação da saúde pública infantil foi certamente adicional para um entendimento da cidade em que vivemos, além de ter uma lição sobre a importância de se ouvir todos os lados de uma história.

Passando para o momento do MNM de menos estresse, a viagem. Definitivamente a minha memória preferida de todo o projeto, excedeu minhas expectativas em níveis inesperados, realmente fiz amizades novas (o que eu ouvi de pessoas que já tinham ido mas não esperava que ia acontecer), me ajudou a conhecer partes de São Paulo que tinha muito interesse mas nunca mexi as pernas para ir. A paixão pela cultura da cidade que eu já exagerava sobre, cresceu ainda mais em mim e só posso ficar feliz com tudo que essa viagem me fez ver, pensar e sentir.

Não posso dizer que espero nunca mais ter que fazer um projeto como esses de novo, até porque sei que são inevitáveis em qualquer vida acadêmica; na verdade, digo, um pouco hesitante, que estou animada para o próximo e espero que seja ainda mais desafiador que o MNM. Era para preparar a gente melhor, não era? Veremos.

– Ticy

Oi gente, tudo bem?

Hoje falarei um pouco sobre como foi minha experiência individual no MNM.

Primeiramente, devo admitir que não me envolvi tanto no projeto quanto deveria ou, até mesmo,  conseguiria. Nesse sentido, sinto que, com um maior engajamento, eu poderia ter mais a relatar. Mesmo assim, se tivesse que resumir minha passagem por esse trabalho tão desgastante em uma palavra, escolheria experiência. Pela primeira vez na minha vida tive que aprender a lidar com um grupo desconhecido por um ano inteiro. Passei a depender não apenas de meu trabalho, mas também do esforço e da disposição dos outros para realizar as atividades – umas das principais dificuldades de um projeto coletivo. Ademais, tive de lidar com ideias que iam contra as minhas, com desentendimentos e com divergências. Passei a aceitar a decisão do grupo para não evitar tantos conflitos.

Além disso, tive que me organizar melhor em relação aos prazos. As demandas do MNM se chocavam com problemas pessoais e com as exigências escolares – alguns trabalhos eram pedidos bem no meio da semana de provas ou mesmo no dia do Enem… O grupo (e nisso, eu ,obviamente, me incluo) não conseguiu lidar tão bem com isso. Quase sempre guiados pelos prazos, evitávamos fazer tudo com muita antecedência, o que gerou mais estresse e mais desgaste, especialmente na reta final. Em relação ao tema do MNM deste ano (“Realidade?”), pude de aprofundar um pouco melhor meu vago conhecimento a respeito da saúde pública de maneira geral (mesmo considerando que nosso foco eram as crianças atendidas pelo sistema do governo). Percebi a deficiência, já declarada pela mídia, mas também consegui ver que nem todos os lugares são tão ruins quanto parecem – a exemplo o hospital infantil que visitamos. Notei que imprensa não consegue abordar todos os mais variados aspectos relacionados à saúde.

Por fim, com o MNM, especialmente com o estudo do meio, pude conhecer lugares da cidade dos quais, provavelmente, nunca iria chegar perto. A partir disso, notei que devemos ficar mais atentos ao que ocorre ao nosso redor, já que há várias diferentes realidades, experiências, dentro de nossa cidade, que ainda é relativamente desconhecida para mim. É devido a tudo isso que resumiria minha passagem pelo MNM, positiva ou negativamente, como uma nova experiência – tive de aprender a lidar com um grupo diferente, a me organizar com os prazos, mas também conheci novos lugares e passei a ver com outros olhos a cidade em que eu moro.

-Rodrigo

O final das coisas é sempre algo ambíguo com inclinações que tendem a mudar ao longo do tempo, afinal, nós mesmos mudamos e, junto disso, mudamos nossa perspectiva sobre tudo.

Acredito que quem leu os meus posts anteriores deve estar com a impressão de que tudo que eu senti com o final do projeto foi alívio. No entanto, e, para minha própria surpresa, não foi isso o que ocorreu.

Não sei se por ter sido o início do final da minha vida mobiliana ou se por ter sido o final de um projeto com tamanhas proporções que eu me emocionei. Acho que a primeira razão predomina e utiliza a segunda como válvula de escape. A questão é: houve uma diferença. Importou.

Agora, ao fim, sou capaz de perceber a riqueza desse projeto; perceber tudo que ele tem a oferecer, quantas oportunidades podem ser aproveitadas, quantas coisas diferentes podem ser vivenciadas. Vendo isso, me arrependo do modo como levei o Móbile na Metrópole ao longo do ano. Me arrependo de não ter estado mais disposta, mas sei que tive meus motivos.

Esse final, como um típico final, me trouxe, junto ao alívio, uma sensação de vazio doloroso e, ao mesmo tempo, um conforto. O conjunto poderia ser descrito como uma plenitude da mente e do corpo.

– Flávia

Dicas para os futuros trabalhadores

Bom galera, o ano está acabando e nosso trabalho também, então decidimos fazer uma lista de algumas dicas para a turma de 2018 do 2º ano do Ensino Médio na Escola Móbile que vão encarar esse “pequeno” trabalhinho rs…. Lá vai

Em primeiro lugar, na nossa opinião, o crucial para ter um trabalho não tão estressante e desgastante é o grupo desde o início dividir as tarefas que cada um realizará, com base nos interesses e qualidades individuais. Isso é importante,  pois mesmo que apareçam novas demandas, aquelas que são sempre pedidas (como os posts obrigatórios, o cuidado com o Instagram e com o blog) vão ser uma preocupação a menos para o grupo, uma vez que já estarão sob responsabilidade de alguém.

Em segundo lugar, CUIDADO COM AS SUAS EXPECTATIVAS! Às vezes o pessoal, quando está escolhendo um tema, acaba se animando e imaginando diversos recortes, especialmente se é um tema de grande interesse de alguém. Porém, tenha cuidado, porque nem sempre ao longo do ano haverá tempo suficiente para se dedicar o quanto vocês querem ao MNM. Então a nossa dica é sim, tenham expectativas e busquem realizá-las, mas tentem ser o mais realistas possível, pois tem coisa que realmente não dá para fazer. Nosso grupo pode dizer bastante sobre essa questão tendo em vista que muita coisa que envolve nosso tema depende do governo ou de instituições maiores. Por exemplo, as UBSs não permitem que os alunos filmem ou conheçam alguma área sem alguma autorização do governo, que também é quase impossível de conseguir. Isso acabou nos frustando um pouco, pois aquilo tínhamos em mente ao escolher esse tema nem sempre era acessível a nós.

Em terceiro lugar, tomem um pouco de cuidado na escolha do tema. Os professores sempre falam isso e muitas vezes nós não conseguíamos entender, mas um dica é acredite neles e siga os conselhos que eles vão te dar, porque assim como falamos na dica anterior, nós imaginamos muita coisa que às vezes não dá para fazer, e tem temas que são muito amplos. Logo, fazer um trabalho bacana sobre eles levaria muito mais que só um ano e muito mais que só 8 minutos de documentário . O nosso grupo vivenciou um pouco essa questão, uma vez o tema saúde é muito amplo. Ainda que tenhamos nos restringido somente às crianças, muitas outras questões por trás estavam envolvidas. Isso fez com que a gente tivesse que tomar muito cuidado para não nos perdermos e tirássemos o foco sobre o aspecto em específico que queríamos retratar. Então, se vocês tiverem um tema amplo, pelo qual vocês realmente se interessam, busquem escolher um recorte mais específico dentro desse tema. Assim,  talvez fique mais fácil de se organizar e montar o minidoc.

Em quarto lugar, tentem se envolver o máximo possível. Sim, é difícil, porque o 2º ano já é uma carga enorme, mas tentem enxergar o MNM com um olhar diferente, pois, quanto mais vocês se envolverem, menos o projeto vai ser um desgaste para vocês – ou até mesmo vai ser, mas vocês vão achar que valeu a pena, sabe?

Em quinto e último lugar, usem os professores para ajudar vocês, para aliviar as angústias, resolver alguns estresses, pedir dicas… Muitas vezes os alunos acham que eles estão distantes, mas eles realmente ajudam muito. Às vezes os simples conselhos deles, que já fazem esse projeto a anos, fazem diferença. Vários grupos do nosso ano foram pedir conselhos e gostaram muito, mas a maioria começou a pedir ajuda no final e se arrependeu de não ter ido atrás desde o começo. Então a dica é, vão atrás dos professores, pois desde o início do projeto que eles podem acompanhar vocês e dar uma bela de uma ajuda.

Enfim, essas são algumas dicas que o nosso grupo achou relevante dar para vocês da turma de 2018. Esperamos que tenhamos ajudado! Boa sorte para vocês !!!

-grupo

 

Recentes..

Oi gente !!

Então como nosso tema é saúde em São Paulo, decidimos colocar algumas notícias sobre os principais ocorridos na área da Saúde no nosso estado recentemente.

Aqui vão os links:

https://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/febre-amarela-postos-de-saude-da-zona-norte-de-sp-terao-atendimento-no-feriado.ghtml

http://www.capitalnews.com.br/cotidiano/psiquiatria-da-santa-casa-fecha-apos-justica-negar-pedido-para-manter-atendimento/309857

https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/usp-de-ribeirao-preto-testa-celulas-modificadas-no-combate-a-leucemia.ghtml

Além disso, selecionamos uma reportagem bem interessante do doutor Drauzio Varella, na qual ele explica a atual situação da cidade de São Paula tanto em relação à saúde quanto em relação a outros diversos temas. Esperamos que vocês gostem! Segue o link…

https://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/violencia-urbana-e-principal-fator-para-a-desigualdade-na-expectativa-de-vida-em-sp-diz-drauzio-varella.ghtml 

-grupo

Doe sangue !!!

 Oi gente,

Não sei se muitos sabem, mas o banco de sangue de São Paulo tem enfrentado uma grande falta de sangue, que já tem afetado diversas pessoas que vivem dependentes de transfusões. Então, galera, quem puder doe sangue – é rápido, indolor e tem vários lugares em que vocês podem ir. Colocamos aqui dois sites, um que mostra alguns locais, nos quais vocês podem doar e que soluciona muitas dúvidas que a maioria das pessoas tem; e outro que explica a difícil situação em que a cidade de São Paulo se encontra.

https://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/doacao-de-sangue-atinge-recordes-negativos-em-sao-paulo.ghtml

http://www.prosangue.sp.gov.br/doacao/enderecos.aspx

-grupo

 

Avaliação coletiva

Oi gente!

Após finalmente concluirmos nosso mini doc, chegou o momento de refletirmos a respeito de nosso trabalho tanto coletivo quanto individual. A princípio tivemos certas dificuldades para funcionarmos como um grupo, já que não nos conhecíamos direito e, então, não sabíamos como cada um pensava, trabalhava, refletia… Porém, após algum tempo envolvidos no MNM, as habilidades individuais foram se tornando mais explícitas e as relações mais próximas. Com isso, gradativamente, nosso trabalho foi se tornando mais contínuo e, de certa forma, mais prazeroso. Foi a partir de um segundo momento (quase no final) que a gente passou a delimitar melhor como cada um de nós iria contribuir para a produção do mini doc, seja criando o roteiro, seja fazendo entrevistas, seja filmando ou editando. Nesse sentido, conforme o MNM passava, nossa organização e dinâmica como grupo foi melhorando (porém poderia ter sido melhor) e, ao final, conseguimos entregar o mini doc.

-grupo

Autoavaliação da Participação Individual

Em relação a minha participação na realização do mini documentário, eu posso afirmar que ela foi efetiva. Durante o processo eu ajudei com o roteiro, com a captação de imagens, vídeos e informações e com a edição final. Na minha opinião, eu fui prestativa e fiz o que pude para ajudar o grupo. Apesar disso, devo dizer que o grupo sofreu um pouco pelo fato de que a divisão do trabalho não foi bem feita inicialmente e acabou por pesar mais em algumas pessoas que tiveram que arcar com o trabalho nos momentos finais da produção.

– Isabella

Não creio que minha participação, nesse projeto como um todo, atingiu seu potencial máximo, mas isso não significa que ela foi nula ou insignificante. Digo isso porque sei que, em outras situações, eu teria sido capaz de ter feito um trabalho melhor do que eu fiz, porém isso, para esse mini documentário pelo menos, já é algo imutável. Para quebrar com essa imagem de que eu fui absolutamente inútil, devo constar que fui mais relevante na parte anterior ao vídeo, ou seja, nos textos sobre o projeto e nos posts obrigatórios. Ainda assim, auxiliei na edição do vídeo final (os créditos disso ainda são da Ticyane, quem realmente fez a edição toda funcionar), na construção do roteiro e na coleta de informações. Não posso dizer que nenhuma dessas coisas foi feita exclusivamente ou sequer majoritariamente por mim, mas gosto de acreditar que minha participação foi útil.

-Flávia

Enxergo minha participação como significativa. Embora ao longo do processo do trabalho estive mais ausente, acredito que nos momentos cruciais fui de importante ajuda e dedicação, tendo em vista que trabalhei fortemente no roteiro (ainda de maior mérito da Isabella) e na edição própria do mini documentário, preocupada sempre com a qualidade do resultado. Com isso dito, vejo que poderia ter sido mais rigorosa quanto à minha própria organização e envolvimento no tema escolhido, tendo despertado um interesse pelo projeto tardiamente, levando a um desânimo que pode ter prejudicado o grupo, no sentido que, caso estivesse mais comprometida desde o início, certamente teria mais a oferecer para com o trabalho.

– Ticyane

Vejo que minha participação na realização do mini doc não foi a mais, por assim dizer, eficiente. Fiquei mais responsável pela parte das pesquisas externas e, devido a falhas de comunicação, posso dizer que não houve uma boa divisão do trabalho. Participei apenas em parte das coletas empíricas de dados e admito que poderia ter contribuído melhor para a finalização do mini documentário. Apesar de tudo, não creio que minha participação tenha sido nula ou desconsiderável, pois busquei dar foco a um tema abrangente. De forma geral, acredito que poderia ter contribuído mais com o trabalho.

-Rodrigo

Violência contra a criança

Não é novidade que as crianças apanham, seja de seus pais para disciplinar, seja de seus irmãos para se vingar, seja de seus amigos para mostrar que é errado ser diferente. Há casos relatados desde o início do tempo de crianças sendo maltratadas de inúmeros jeitos, dos mais simples, como um tapa na cara por ter roubado um brinquedo, até os mais deturpados, como a prostituição infantil.

Dentro desse âmbito, o Brasil ocupa uma posição preocupante. Segundo dados da Fundação das Nações Unidas para a Infância (Unicef) aproximadamente 129 casos de violência psicológica e física, incluindo a sexual e a negligência contra crianças e adolescentes são denunciados por dia no Brasil (dado de 2016). Isso é equivalente a 5 casos a cada hora, sendo estes somente os casos denunciados. É muito difícil ter uma estimativa de quantos casos desse tipo realmente ocorrem por dia nesse país, além das denúncias.

Não é simples fazer uma estimativa do motivo desse número tão alto, e certamente é impossível relacionar tudo a somente uma causa, mas há algumas que podem ser consideradas. Entre elas podem se destacar:

  • A força do tráfico no país. Não há dúvidas que todos os países têm sistemas de tráfico interno, porém o Brasil é um dos que têm, em sua história, a falta de honestidade e, junto a isso, a corrupção policial. Estes dois aspectos unidos fortalecem os traficantes e perpetuam todo tipo de violência decorrente disso. Além do mais, vale ressaltar que a grande parte dos cafetões que lidam com prostituição infantil também são membros ativos no tráfico de drogas e de pessoas. Seria impossível listar todos os casos que exemplificam a relação polícia-traficantes, mas um exemplo recente que torna isso visível é a Operação Calabar, que visava prender os policiais envolvidos com propina de tráfico. Segue aqui uma notícia que explica melhor essa situação: http://justificando.cartacapital.com.br/2017/07/10/guerra-as-drogas-e-corrupcao-policial-as-duas-faces-da-mesma-moeda/
  • A força da religião cristã no país. Por mais que a religião em si não pregue tais práticas violentas, é impossível negar que a Igreja Católica, especificamente, é responsável por inúmeros atos violentos, desde massacres a doutrinações forçadas. Por conta também do histórico brasileiro da colonização, que teve como justificativa uma missão de Deus dos portugueses para converter e salvar as almas dos índios, a imagem da Igreja ainda carrega um peso muito forte na população de hoje em dia (o Brasil é o país com o maior número de católicos do mundo, além de que 31% da população mundial é cristã), apesar de esse processo ter se dado com uma violência absurda contra os nativos e contra os escravos negros (os que a Igreja justificava e incentivava o abuso pela declaração de que, por sua cor de pele diferente, eles não tinham alma), poupando nem mulheres nem crianças. Logo, muitos acham correto doutrinar seus filhos ou mesmo outras pessoas à força, para que haja uma hegemonia do que eles consideram ser o certo, ou seja, para que se mantenha a tradicional família cristã brasileira, em que qualquer um que não seja heterossexual, cisgênero, cristão, branco e que obedeça o patriarcado é visto como inferior ou como um adorador do demônio e alguém que necessita ter sua alma salva a partir dessa doutrinação. Isso afeta imensamente toda criança que não pertença a esses padrões e a torna alvo de bullying e repressão, além de perpetuar a homofobia, transfobia e o racismo. Além do mais, casos dentro da Igreja de pedofilia estão muito presentes no dia a dia, basta ver o documentário Spotlight para um insight melhor nesse aspecto.
  • A pobreza da população. Pobreza é ignorância, pois a educação de qualidade se tornou um privilégio para aqueles que conseguem pagar. Só é possível mudar as tradições brutas brasileiras por meio da educação. Logo, como é possível esperar que a violência pare se não há meios para educar o povo para isso? Isso não significa que não há abusos e preconceitos dentro das classes mais altas, muito pelo contrário, mas é dentro dessas classes em que se enxerga uma maior problematização dessas questões e é a partir da problematização que se inicia a mudança.

 

Enquanto a maioria da população ainda for pobre e ser pobre ainda significar não ter uma educação de qualidade, nunca haverá uma mudança efetiva no sistema de abusos e maus tratos. Enquanto o tráfico e as doutrinas cristãs comandarem a vida de inúmeras crianças, a violência nunca cessará.

  • Segue aqui a música, ou mesmo fala, que foi a motivação para esse texto:

Como uma coisa gera a outra
Isso gera um ódio
O moleque com 10 ano, pô
Tomar um tapa na cara
No dia das criança
Eu fico pensando
Quantas morte, quantas tragédia
em família, o governo já não causou
Com a incompetência
Com a falta de humanidade
Quantas pessoas num morrero
De frustração, de desgosto
Longe do pai, longe da mãe
Dentro de cadeia
Por culpa da incompetência desses daí

Fontes: http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2016/06/cada-hora-5-casos-de-violencia-contra-criancas-sao-registrados-no-pais

Revista Guia do Estudante – Atualidades 2017

-Flávia

Tipo de linguagem do minidoc

Oi gente, tudo bom? Vamos falar um pouco sobre o nosso projeto audiovisual, que é o minidoc.

Nosso minidocumentário visa um aspecto didático ao invés de poético. Por esse ter como objetivo mostrar uma realidade que difere da que estamos acostumados, escolhemos utilizar entrevistas diretas com indivíduos que passaram por situações que retratam como funciona, na prática, o sistema de saúde pública infantil.  

Para isso, optamos um modo participativo, ou seja, um em que há uma intervenção do cineasta ao contrário de uma presença onipotente. Além disso, como há a intenção educativa e interativa, desvaloriza-se o completo convencimento do espectador, deixando claro que o produto é uma filmagem planejada e não apenas um retrato da realidade. Sendo assim, pretendemos inserir em nosso vídeo, ademais das entrevistas conduzidas, narrações e fatos relativos ao tema.

 

-grupo